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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Entrevista do Embaixador do Irão ao Jornal o Globo

 
Fonte: www.irembassybr.com
Site oficial 
Enquanto acontecem cenas de horror no Oriente Médio devido o fortalecimento das facções Islâmicas radicais, acontecem também as chances de Irã se livrar das pesadas sanções econômicas impostas pelas grandes potências há anos. Estas tais sanções impredem o Irã de fazer negócios com os demais países da forma como nós conhecemos. A reunião para se ter um acordo foi realizada no último domingo (18/01/2015), com o tal P5+1((grupo formado por Estados Unidos, Rússia, China, França, Inglaterra e Alemanha).
O Irã tem uma cultura das mais antigas do mundo, possui uma população de 80 milhões de habitantes, com um produto interno bruto o tal PIBI, de US$ 1 trilhão, com este potencial todo muitos empresários do mundo inteiro viajam a capital Iraniana em busca de novas oportunidades.
No governo do Ex-Presidente Lula, Brasil e Irã chegam ao topo em suas relações, mas deu uma esfriada no governo da Presidente Dilma. O Embaixador do Irã em Brasília, o Sr. Mohammad Ali Ghanezadeh Ezabadi, os empresários Brasileiros estão um pouco atrazados em vista a de outros países. Segue a entrevista da Jornalista ELIANE OLIVEIRA, do Jornal o Globo.

O senhor está otimista quanto a um acordo com o P5+1?

Durante 36 anos, o Irã está sob embargo cruel desses países mais fortes. Mas essas sanções nunca conseguiram nos impedir de avançar em nossos programas. Várias delegações de países europeus visitaram o Irã, as empresas iranianas e mostraram que estão dispostos a fazer negócios o quanto antes com o Irã. Por isso, somos muito otimistas quanto ao futuro. Não há mais outro caminho. Os dois lados rumam para um entendimentos.

Como estão as relações entre Brasil e Irã?

Acho que os dois países não conseguiram, ainda, aproveitar todo o potencial. Os empresários brasileiros, comparados com os de outros países, estão um pouquinho atrasados. A maior parte do que compramos do Brasil é de produtos agrícolas. O Brasil tem muitos outros produtos industriais que poderiam ser exportados para o Irã.

O Irã também poderia vender mais para o Brasil?

O Irã tem muitos produtos que podem ser exportados para o Brasil, todos de boa qualidade, como petroquímicos, frutas secas e materiais para construção.

Houve distanciamento na relação bilateral entre Irã e Brasil, desde o governo Lula?

É verdade que no governo do ex-presidente Lula nosso relacionamento chegou ao topo. Não é que nossas relações tenham esfriado no governo Dilma, mas cada período tem suas características específicas.

Por falar nisso, até recentemente, o Irã era visto como um problema. Hoje, considera-se que o país teria um papel importante para ajudar a resolver os conflitos no Oriente Médio, notadamente em países onde o terrorismo cresce exponencialmente. O senhor concorda com isso?

Somos uma solução para a região. Quando, no Afeganistão, o governo extremista chegou ao poder, nós avisamos aos países: não apoiem esse governo. Não levaram a sério nossa orientação. E o resultado foram o fortalecimento do Al Qaeda e os atentados de 11 de setembro. Na Síria, éramos contra a intervenção externa para derrubar o governo. O que aconteceu? O resultado dessa interferência chegou a 200 mil pessoas mortas e foi produzido o Estado Islâmico. Durante todo esse tempo, nossa posição é a mesma. Nós acreditamos que o povo, a população de cada país, tem de decidir ficar com o governo ou derrubar o governo. Há uma desorganização na região.
Fonte: globo.com

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