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sexta-feira, 29 de junho de 2018

ABADAN NO IRÃ É FÃ NÚMERO UM DA SELEÃO BRASILEIRA

O Irã já foi desclassificado da Copa do Mundo na Rússia de 2018, perdendo para Portugal na primeira fase de grupo. 

Se no país persa muitos lamentaram a derrota, em uma cidade verde amarela, a história é outra. Nesta cidade as cores do Brasil são sinônimos de amor e admiração, gostar de futebol é uma prática comum desde os primeiros passos dos meninos que como todo garoto sonha em ser jogador de futebol. Mas o gosto pelo futebol não está só no meio da juventudo, lá o gosto por este esporte agrange as pessoas de todas as idades. 
Foto montagem de um site em Abadan com o fato se asemelharem com o Brasil
O futebol brasileiro é venerado com muito respeito e admiração, sendo comemorado nas ruas por todos quando a seleção brasileira entra em campo. Se você estiver pensando que esta história é de alguma parte do Brasil, está muito enganado, tudo o que já se falou aqui é de uma cidade no Irã chamada Abadan uma a fã número um da seleção brasileira.
Placa de Abadan em Persa
Abadan está situada no sudoeste do Irã, na província do Cuzistão. Encontra-se na ilha de Abadan, sendo delimitada a oeste pelo Rio Arvand e ao leste pelo Rio Karun, próxima da fronteira com o Iraque. A população civil da cidade caiu para perto de zero durante os oito anos da Guerra Irã-Iraque. Em 1992, apenas 84.774 haviam retornado à cidade. Em 2001, a população saltou para 206.073, e foi à 217.988 de acordo com o censo de 2006. A Refinaria de Abadan, construída em 1912, é uma das maiores do mundo.
Segundo alguns, Abadan deve o seu nome a Abbad I, membro da tribo árabe dos Banu Tamim e da dinastia Abádida que estabeleceu uma guarnição lá durante o governo de Hajjaj no período omíada, século VIII. Alguns etimologistas, contudo, acreditam que o nome origina-se da palavra Persa "ab" (água) conjuntamente com o étimo "pā" (sentinela), significando, por isso, "Vigilância costeira". Suportando esta tese temos a referência ao nome "Apphana" com que Ptolemeu designa uma ilha na boca do rio Tigre. 

Iranianos provam que o amor ao Brasil ultrapassam
fronteiras

Acredita-se que Abadan tenha se desenvolvido originalmente como cidade portuária, sob o governo dos Abádidas, mas só passou a ter realmente importância no século XX com a descoberta de ricos campos petrolíferos na região. Em 1910, a população era de cerca de 400 habitantes. A Anglo-Persian Oil Company começou a construir a sua primeira refinaria de petróleo em Abadan, em 1909, completando-a em 1913. Em 1938, era a maior do mundo. Até hoje mantém-se como uma importante infraestrutura de refinação, cuja importância se nota, por exemplo, no fato de constar no verso das notas de banco de 100 rial, impressas em 1965 e de 1971 a 1973.
A 19 de Agosto de 1978, o Cinema Rex, um cine-teatro em Abadan foi vítima do Incêndio no Cinema Rex, provocando mais de 400 mortos. As circunstâncias do incêndio não foram, até hoje, completamente esclarecidas. Alguns acreditam na tese dos islamitas que tomaram o poder em 1979 que foi o governo do xá Mohammad Reza Pahlavi e da temível SAVAK mandou incendiar propositadamente o teatro, de modo a eliminar vários dissidentes que se encontravam no seu interior. Este incidente provocou um protesto em massa contra o governo de Pahlavi, que seria deposto seis meses depois pelos fundamentalistas islâmicos e seus apoiantes (ver Revolução Iraniana). Outros acusam o próprio Ali Khamenei da responsabilidade desta tragédia.
Torecedores fãs da seleção Brasileira
Em Setembro de 1980, Abadan foi quase totalmente invadida durante um ataque surpresa no Cuzestão por parte do Iraque - evento que marcou o início da Guerra Irão-Iraque. Por 18 meses, Abadan encontrou-se cercada mas nunca chegou a ser capturada pelas forças iraquianas. Grande parte da cidade, incluindo a refinaria de petróleo foi gravemente danificada ou destruída pelo cerco e pelos bombardeamentos. Antes da Guerra, a população civil da cidade era cerca de 300 000 que procurou, entretanto, refúgio noutros locais do Irão. Esta população caiu para perto de zero durante os oito anos da Guerra Irã-Iraque. Em 1992, apenas 84.774 pessoas voltaram a viver na cidade. Em 2001, a população saltou para 206.073 e posteriormente para 217.988, de acordo com o censo de 2006.
Depois da Guerra, a grande preocupação centrava-se na reconstrução da refinaria de petróleo. Em 1993, a refinaria voltou a operar de forma limitada, e em 1997 conseguia recuperar de novo os níveis de produção de antes da Guerra.
Fontes bibliográficas

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